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Ilhéus

Salve, Jorge

Por Ricardo Freire

O Brasil pode ter sido descoberto em Porto Seguro, mas foi imaginado em Ilhéus. Sem Jorge Amado, seus pescadores, suas quengas e sua elite do cacau, o país certamente uma idéia muito menos colorida de si mesmo.

O cacau vive uma nova fase. Depois que as grandes plantações foram dizimadas pela praga da vassoura-de-bruxa, hoje Ilhéus se dedica a variedades finas, destinadas ao mercado gourmet internacional. Outra vocação recentemente descoberta também é sofisticada: Ilhéus tornou-se um polo de tecnologia. E ao Norte, Itacaré transformou-se numa meca tanto do ecoturismo quanto do turismo de alto luxo.

O centro histórico, porém, ainda evoca os personagens amadianos. E a costa, em grande parte selvagem, lembra a Bahia e o Brasil que mais gostamos de imaginar.

O que fazer em Ilhéus

No Centro, perto da catedral, está o Quarteirão Jorge Amado – por ali você pode visitar a casa onde o escritor passou a infância, o cabaré que inspirou o Bataclan de Gabriela, Cravo e Canela e um restaurante que procura reproduzir o bar Vesúvio do turco Nacib.

Não deixe de fazer um tour a uma fazenda de cacau – você vai aprender tudo sobre a produção de chocolates. Se der, marque com uma agência do seu hotel uma visita ao Ecoparque de Una (50 km), uma reserva de mata atlântica percorrida em passarelas suspensas.

O distrito de Olivença (20 km ao Sul) tem águas termais ferruginosas e a praia mais estruturada, Batuba. As praias de Itacaré estão 75 km ao Norte. E o casario centenário de Canavieiras, à beira do Jequitinhonha, 125 km ao Sul.